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Sr9009 — Explicado

Por Redação · publicado 2026-06-10 · última revisão 2026-08-01 · Data

Tudo o que segue trata de Sr9009. Mantemos linguagem clara, apoiamos na literatura e separamos o bem documentado do que segue em aberto.

Atualizado em 2026-08-01. Números e descrições seguem a literatura publicada, não o material promocional.

Uso e manuseio

Os esporos de C. micaceus são vermelho-acastanhados ou pretos, com dimensões de 7–10 por 4,5–6 μm. Geralmente, são lentiformes (em forma de lente bicôncava), mas vistos de lado parecem mais em forma de amêndoa ou fusiformes, enquanto em vista frontal parecem ovais ou mitriformes (aproximadamente na forma de uma mitra — um píleo pontudo). Os esporos têm um poro de germinação, uma área achatada no centro da superfície do esporo por onde um tubo germinativo pode emergir. As células portadoras de esporos (os basídios) têm quatro esporos, forma de taco, e medem 10–15 por 4–7 μm. Estudos mostraram que os basídios se desenvolvem em quatro gerações discretas. Os basídios da primeira geração são os mais proeminentes e se estendem a maior distância da superfície do himênio. As gerações subsequentes de basídios têm corpos mais curtos e menos proeminentes. Quando uma lamela viva é vista ao microscópio, os quatro conjuntos de basídios podem ser distinguidos claramente. Arthur Buller cunhou o termo inaequihymeniiferous para descrever esse modo de desenvolvimento himenial. O propósito dos tamanhos escalonados de basídios é facilitar a liberação de esporos do himênio. Há quatro zonas de liberação de esporos que correspondem aos quatro conjuntos de basídios, e basídios que liberaram todos os seus esporos começam rapidamente a se autodigerir. O arranjo escalonado minimiza a chance de colisão de esporos com basídios vizinhos durante a liberação. Os cistídios localizados na borda do píleo (queilocistídios) são esféricos e medem 30–120 por 20–74 μm.

Fontes: pt.wikipedia.org

Qualidade e análise

Os cistídios faciais (pleurocistídios) são em forma de taco ou elipses alongadas, com até 130–155 μm de comprimento. Os pleurocistídios protrudem da face da lamela e atuam como guardas, impedindo que lamelas adjacentes se toquem e também garantindo espaço suficiente para o desenvolvimento de basídios e esporos. C. micaceus pode também ter caulocistídios espalhados (cistídios no estipe) de 60–100 por 5–10 μm, mas sua presença é variável e não pode ser usada de forma confiável para identificação. Tanto De Bary quanto Buller, em suas investigações sobre a estrutura das cistídios, concluíram que há uma massa central de citoplasma formada onde numerosas placas finas de citoplasma se encontram no centro da célula. De Bary acreditava que as placas eram processos filamentosos ramificados, mas Buller pensava que eram formadas em um processo semelhante às paredes de bolhas de espuma e que a massa central podia mudar lentamente de forma e posição alterando os volumes relativos dos vacúolos envolvidos pelas numerosas paredes citoplasmáticas finas. Em células mais velhas, o citoplasma pode se limitar à periferia da célula, com um grande vacúolo ocupando o centro. As células globulares que formam as escamas semelhantes à mica no píleo são incolores, de parede lisa e variam de cerca de 25–65 μm, embora a maioria esteja entre 40 e 50 μm.

Fontes: pt.wikipedia.org

Estabilidade e armazenamento

Buller explicou o "brilho" dessas células da seguinte forma: "O brilho das células farináceas, assim como das cistídios nas bordas e faces das lamelas, deve-se simplesmente à luz que as atinge de fora e é refratada e refletida para o olho da mesma maneira que das mínimas gotas de água que se vêem frequentemente nas pontas das folhas de grama em gramados ingleses no início da manhã após uma noite de orvalho." Em 1914, Michael Levine foi o primeiro a relatar com sucesso o cultivo de C. micaceus a partir de esporos em laboratório. Em seus experimentos, os basidiomas apareceram cerca de 40 a 60 dias após a inoculação inicial do meio de crescimento (ágar suplementado com solo, esterco de cavalo ou fubá) com esporos. Como outras espécies coprinoides, C. micaceus sofre meiose síncrona. Os cromossomos são facilmente discerníveis com microscopia de luz e todos os estágios meióticos são bem definidos. Essas características tornaram a espécie uma ferramenta útil em investigações laboratoriais de citogenética de basidiomicetos. O número cromossômico de C. micaceus é n=12. As características microscópicas e a citogenética de C. micaceus são bem conhecidas e a espécie tem sido frequentemente usada como organismo modelo para estudar divisão celular e meiose em basidiomicetos.

Fontes: pt.wikipedia.org

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Notas práticas

Coprinopsis variegata tem píleo marrom-acinzentado com escamas brancas opacas a amarronzada; seu odor é desagradável. Coprinellus disseminatus (comestível) tem píleos menores, amarelo-marrons a marrom-acinzentado e lamelas brancas que escurecem para preto, mas não se dissolvem; cresce sempre em grandes aglomerados sobre madeira podre (às vezes madeira enterrada). Coprinopsis atramentaria é uma espécie maior, cinzenta, que cresce em aglomerados densos sobre tocos ou no solo a partir de madeira enterrada, carece de partículas reluzentes no píleo, e o píleo e as lamelas se dissolvem na maturidade. Coprinellus radians desenvolve-se isolada ou em aglomerados sobre madeira, a partir de um tapete tufado de micélio amarelo-alaranjado grosso. Coprinellus truncorum também é coberta por grânulos reluzentes e é considerada quase indistinguível de C. micaceus no campo; a microscopia é necessária para diferenciar, uma vez que C. truncorum tem esporos elipsoides com poro de germinação arredondado, em comparação aos esporos mitriformes com poros de germinação truncados de C. micaceus. Um estudo sugere que, em comparação a C. truncorum, C. micaceus é mais marrom no centro do píleo (em vez de cinzento) e tem maior tendência a crescer em aglomerados; mas mais evidências moleculares são necessárias para determinar se os dois táxons são geneticamente idênticos. C. flocculosus é outra espécie semelhante.

Fontes: pt.wikipedia.org

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